Uma conversa sobre arte

com Uyra Sodoma (AM), Juão Nÿn (SP) e mediação de Renata Tupinambá

A desconstrução de padrões impostos pela colonialidade na busca de expor a verdade na arte que vai além de gêneros mas encontra na manifestação do feminino potência de criação ilimitada que nem racismo ou preconceito impedem de bater suas asas criativas, ressuscitando o narrar originário que representam emoções de identidades indígenas em movimento pela defesa de sua existência plural.

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11/03 - 19h

(quinta)

Uyra Sodoma (AM)

Emerson é um artista visual indígena. Formada em Biologia e mestre em Ecologia, parte também da arte educação em comunidades de beiras de rios. Reside em Manaus, território industrial no meio da Amazônia Central, onde se transforma para viver Uýra, uma manifestação em carne de bicho e planta que se move para exposição e cura de doenças sistêmicas coloniais. Através de elementos orgânicos, utilizando o corpo como suporte, encarna esta árvore que anda e atravessa suas falas em fotoperformance e performance. Se interessa pelos sistemas vivos e suas violações, e a partir da ótica da diversidade, dissidência, do funcionamento e adaptação, (re)conta histórias naturais, de encantaria e atravessamentos existentes na paisagem floresta-cidade.

Juão Nÿn (SP)

Juão Nyn é multiartista, atua na performance, no teatro, no cinema e na música. Potyguar(a), 31 anos, ativista do movimento Indígena do RN pela APIRN, integrante do Coletivo Estopô Balaio de Criação, Memória e Narrativa, da Cia. de Arte Teatro Interrompido e vocalista/compositor da banda Androide Sem Par. Formado em Licenciatura em Teatro pela UFRN, está há seis anos em trânsito entre Natal e São Paulo. Como ator migrante, montou “A Cidade dos Rios Invisíveis” em 2014, 3º peça da “Trilogia das Águas”, dirigida por João Batista Júnior, em residência artística no Jardim Romano, bairro da extremo Leste de SP onde completaram em 2019, 100 (cem) apresentações da obra com 5 temporadas, ganhando assim, o Prêmio SHELL de 2019 na categoria Inovação. Também atuou no filme “FOME” (2015) de Cristiano Burlan, contracenando com o ator, ex-crítico de cinema, Jean Claude Bernadet e no filme "A Moça do Calendário" (2016), dirigido por Helena Ignez. E 2019 lançou o segundo disco da banda Androyde sem Par, intitulado RUYNAS, pela segunda edição do edital de Incentivo a Criação Artística - Linguagem Música. Atualmente, lançou o 1° livro, intitulado TYBYRA - Uma tragédia Indígena Brasileira, aprovado pelo PROAC dramaturgia 2019, está montando as peças “Ex- Nordestinos” versão online com o Coletivo Estopô Balaio, com estreia online e " Ma'e Yyramõi - Mar à vista " numa parceria entre a Cia de Arte TEATRO INTERROMPIDO e o Coletivo Nhandereguá de Teatro da Terra Indígena Piaçawera, prevista para quando a pandemia passar.

Renata Tupinambá

Jornalista, produtora, poeta, consultora, curadora, roteirista e artista visual. Trabalha e pesquisa a comunicação voltada para decolonização dos meios de comunicação, fortalecimento das narrativas indígenas no cinema, TV, Literatura, áudio e música. Membro do Útero Amotara Zabelê no Território Tupinambá na Bahia. Atua desde 2006 com difusão das culturas indígenas e comunicação. É Co-fundadora da Rádio Yandê, primeira web rádio indígena do Brasil. Co-roteirista da série Sou Moderno, Sou Índio do Cine Brasil TV. Criadora do podcast Originárias, primeiro no Brasil de entrevistas com artistas e músicos indígenas em plataformas como o Spotify, que integra a central de Podcasts femininos PodSim. Colaboradora do Visibilidade Indígena. Atualmente trabalha também na produção de artistas e músicos indígenas. Fez parte do Projeto Índio Educa, ao Plano de Ação Conjunto Brasil – Estados Unidos para a Promoção da Igualdade Racial e Étnica. Foi colaboradora e voluntária na área de etnojornalismo no portal Índios Online, que realizava um diálogo intercultural, promovendo a comunicação em comunidades do nordeste.