Cinematografia indígena feminina

com  Olinda Muniz Tupinambá (BA), Graciela Guarani (MS), Lian Gaia (RJ) e mediação de Renata Tupinambá

Olhares e lentes vivas no processo audiovisual e de atuação na expressão de narrativas femininas durante criação de obras artísticas e culturais de diretoras, roteiristas ou atrizes. Histórias silenciadas ou que apenas podem ser contadas por elas. 

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07/03 - 19h

(domingo)

Olinda Muniz Tupinambá (BA)

Olinda Yawar Wanderley Indígena do povo Tupinambá e Pataxó hãhãhãe, Jornalista, cineasta e ativista ambiental. No final de 2015 apresentou sua obra documental Retomar Para Existir no TCC de Jornalismo. Trabalha como produtora local e assistente de produção, tendo exercido essa função no filme Uma Mulher Uma Aldeia Longa Metragem. Produção: Inspirar Ideias e Ideais, e como assistente de produção no filme Je Suis L’engrais de ma Terre. França/Brasil. DOC Longa Metragem. Produção: Luis Miranda (Paris), ANAI (Salvador Bahia). Em 2018 concluiu seu primeiro longa, Mulheres que Alimentam, participou da Mostra Amotara “Olhares das Mulheres Indígenas” 1 edição como Artista Convidada, Palestrante e Debatedora e Realizadora de obra de Audiovisual exibida na programação, foi produtora da Mostra Paraguaçu de Cinema Indígena 1 edição. Em 2019 foi uma das curadoras do Festival de Cinema Indígena Cine Kurumin 7 edição, Recife e Brasília. Em 2020 concluiu seu primeiro filme ficção Kaapora – O chamado das Matas e o filme Equilíbrio (2020), foi curadora do Cabíria Festival Mulheres e audiovisual. Curadoria, roteiro de série de ficção. (2020).

Graciela Guarani (MS)

Pertencente à nação Guarani Kaiowá, Graciela é produtora cultural, comunicadora, cineasta, curadora de cinema e formadora em audiovisual. Uma das mulheres indígenas pioneiras em produções originais audiovisuais no cenário Brasileiro, tem um currículo que inclui direção e roteiro em 8 curtas metragens, uma série de vídeos cartas “Nhemongueta Cunha Mbaraete “ (IMS/RJ),co-direcao no longa My Blood is Red (Needs Must Film), formadora no Curso Mulheres Indígenas e Novas Mídias Sociais- da Invisibilidade ao acesso aos direitos pela @onumulheresbr e TJ/MS – MS 2019, Cineasta facilitadora na Oficina de Cinema – Ocupar a Tela: Mulheres, Terra e Movimento pelo IMS e Museu do Índio – RJ 2019, Convidada como debatedora da Mesa redonda Internacional de Mulheres na Mídia e no Cinema na 70a. Berlinale - Berlin International Film Festival 2020 @berlinale

Lian Gaia (RJ)

Gaia, 29 anos natural da baixada fluminense (estado-RJ) é atriz indígena ativista das causas indígenas e dos movimentos sem Terra. Descende de José Mendes de Araújo, homem indígena amazonense retirado de sua aldeia para o contexto urbano do Rio de Janeiro, e de João Pedro Teixeira homem preto nordestino, líder assassinado das Ligas Camponesas da Paraíba/sapé - cuja a história foi relatada em um dos documentários mais importante já produzido no Brasil: “Cabra Marcado Para Morrer” de Eduardo Coutinho. Gaia resgata e manifesta suas origens em trabalhos artísticos que auto-produz como “A Princesa Sem Terra” e “Floresta” e continua a luta que diz ter como herança de sua família. A atriz indígena traz questionamentos importantes como a retomada (movimento de resgate identitário das origem indígenas) luta do movimento sem terra e o protagonismo da mulher indígena no cinema e Tv de modo global. A atriz, também formada em psicologia, desenvolve um projeto de escuta coletiva e militância junto a um grupo de pessoas indígenas de todo o país.

Renata Tupinambá

Jornalista, produtora, poeta, consultora, curadora, roteirista e artista visual. Trabalha e pesquisa a comunicação voltada para decolonização dos meios de comunicação, fortalecimento das narrativas indígenas no cinema, TV, Literatura, áudio e música. Membro do Útero Amotara Zabelê no Território Tupinambá na Bahia. Atua desde 2006 com difusão das culturas indígenas e comunicação. É Co-fundadora da Rádio Yandê, primeira web rádio indígena do Brasil. Co-roteirista da série Sou Moderno, Sou Índio do Cine Brasil TV. Criadora do podcast Originárias, primeiro no Brasil de entrevistas com artistas e músicos indígenas em plataformas como o Spotify, que integra a central de Podcasts femininos PodSim. Colaboradora do Visibilidade Indígena. Atualmente trabalha também na produção de artistas e músicos indígenas. Fez parte do Projeto Índio Educa, ao Plano de Ação Conjunto Brasil – Estados Unidos para a Promoção da Igualdade Racial e Étnica. Foi colaboradora e voluntária na área de etnojornalismo no portal Índios Online, que realizava um diálogo intercultural, promovendo a comunicação em comunidades do nordeste.